segunda-feira, 9 de julho de 2012

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Brasileiros inovam na espectrometria de massas

Invento com jeitinho brasileiro vira capa de revista científica Com US$2,00 os brasileiros substituíram um equipamento de US$25.000,00, abrindo caminho para a popularização da espectrometria de massas. [Imagem: Schwab et al./Analyst] Jeitinho inovador Parece que o jeitinho brasileiro funciona também na ciência. Pesquisadores brasileiros desenvolveram um equipamento de alta tecnologia usando recursos inacreditavelmente simples. Jesuí Vergilio Visentainer, da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, liderou o desenvolvimento de uma fonte de ionização e dessorção de amostras para análise por espectrometria de massas. Trocando em miúdos, é um dispositivo inédito, sensível e portátil, que promete simplificar a análise dos componentes químicos presentes em uma amostra de material. Um equipamento desse tipo custa hoje cerca de US$25.000,00. Jesuí resolveu o problema com US$2,00. O aparelho foi construído com uma lata de ar comprimido, uma mangueirinha de soro, uma agulha de injeção e um capilar de sílica. A inovação brasileira foi considerada tão marcante e criativa que mereceu a capa da revista científica Analyst, da Royal Chemical Society.

O invento brasileiro será capa da edição de Junho da revista Analyst. [Imagem: RSC/Analyst] Espectrometria das massas A espectrometria de massa, até poucos anos atrás, era considerada uma técnica de elite, cara e complicada. Aos poucos, graças a avanços em instrumentação e ao desenvolvimento de técnicas revolucionárias de ionização, a técnica já está disponível em laboratórios de quase todo o mundo. Com a inovação brasileira, a espectrometria de massa poderá se transformar em "espectrometria das massas", popularizando-se de vez. "A ideia é ver o dispositivo disseminado, e não apenas em laboratórios de análises. Uma dona de casa poderia verificar se o tomate está contaminado, e o marido, se o vinho e a cerveja são de qualidade. Costumo brincar que a espectrometria de massas é um canivete suíço," diz o professor Marcos Eberlin, da Unicamp, que coordenou o estudo. Patente e mercado Jesuí cita ainda o exemplo das competições esportivas, onde o aparelho poderá ser usado para a realização de exame antidoping. O material a ser analisado é recolhido através do equipamento e pulverizado em um espectrômetro portátil - o exame ficaria pronto em cerca de 30 minutos. Um pedido de patente do equipamento foi feito conjuntamente pelas universidades de Maringá e Campinas, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Segundo o professor Jesuí, já há empresas interessadas em produzi-lo. fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/brasileiros-inovam-na-espectrometria-de-massas

terça-feira, 17 de abril de 2012

Acesso Livre (OA): pode uma revista mantida com recursos publicos adotar o modelo de negócio “autor-paga”?

Helio Kuramoto

Há alguns posts atrás fiz um elogio a duas revistas brasileiras que
adotaram o modelo de negócio “autor-paga” e me parece que tal elogio
tem sido utilizado para justificar o injustificável. É preciso
esclarecer que o elogio foi apenas à decisão da revista em adotar o
modelo de negócio “autor-paga”, a qual me levou ao entendimento de que
se tratava de uma decisão em busca da auto-sustentabilidade. Este
elogio foi um ato precipitado de minha parte, considerando que eu não
tinha conhecimento que uma das revistas era mantida com recursos
públicos e utilizava infraestrutura de instituição pública.
Assim, é preciso esclarecer melhor as coisas para evitar
mal-entendidos e não prejudicar o entendimento sobre Acesso Livre
(Open Access), e neste caso o meu elogio se deveu à coragem dos
editores em adotar um modelo de negócio que vem sendo adotado por
grandes editores comerciais. Consequentemente, entendi que o intuito
das revistas era ter auto-sustentabilidade, obviamente isto significa
total independência de recursos públicos.

Soube, por colegas, que os meus posts teriam sido utilizados para
reafirmar o acerto da decisão por parte da (s) revista(s) junto à sua
comunidade de autores. Longe de querer ser redundante, devo reiterar
que o movimento Open Access, visando tornar livremente acessível o
acervo de cerca de 1,5 milhões de artigos científicos que são
publicados anualmente em aproximadamente 28 mil revistas centíficas,
estabeleceu as seguintes estratégias: 1) que os pesquisadores
publicassem preferencialmente em revistas científicas de acesso livre
(Open Access) – via Dourada (Gold road); 2) que as universidades e
demais instituições de pesquisa construam repositórios institucionais
(RI), assim como as agências de fomento construam o seus repositórios
centrais (RC) e que sejam estabelecidas políticas de acesso livre
tornando obrigatório a todos os seus pesquisadores o depósito de sua
produção científica publicada em revistas científicas – via Verde
(Green Road);

Após 11 anos da adoção dessas estratégias verificou-se que a
estratégia via Verde é a que oferece melhor relação benefício/custo.
E, que por outro lado, a estratégia via Dourada é ainda muito cara e
lenta, além de ser totalmente dependente da tomada de decisão dos seus
editores, usualmente, vinculados a empresas. Como toda empresa, estas
têm como objetivo principal a obtenção de lucros. Alguns desses
editores até já lançaram revistas de acesso livre utilizando o modelo
“autor-paga”. No entanto, a taxa de publicação estabelecida por esses
editores é ainda muito cara. Então, não vale à pena publicar nessas
revistas. Assim, é preferível que os pesquisadores continuem
publicando em revistas comerciais e ao mesmo tempo façam o
auto-depósito dos artigos nos RI e RC. Essa é também a minha opinião.

No contexto mundial, observamos uma particularidade, a grande maioria
dos editores tem como suporte empresas comerciais, com infraestrutura
própria e não dependem diretamente de recursos públicos, ou seja não
são financiadas com recursos públicos.

Agora vejamos o caso das revistas científicas brasileiras. A maioria
delas são mantidas com recursos públicos provenientes de agências de
fomento, de universidades públicas ou de instituições de pesquisa
públicas. A maioria delas utilizam a infraestrutura de instituições
públicas, assim como do quadro de pessoal dessas instituições que são
também funcionários públicos. Portanto, essas revistas são totalmente
dependentes de recursos públicos.

Sempre defendi que as revistas científicas brasileiras buscassem uma
forma de se auto-sustentarem, tornando-se independentes de
financiamentos de agências de fomento e consolidassem a indústrial
editorial científica no País. Daí o meu elogio, pois, ingênuamente,
pensei que as revistas elogiadas não dependessem de qualquer recurso
público.

A questão é: seria ético ou moral e políticamente correto que essas
revistas adotem o modelo de negócio “autor-paga”, sabendo previamente
que estas são financiadas e mantidas com recursos públicos?

Evidentemente que, a adoção do referido modelo é livre e depende
apenas do interesse dos editores. Mas, se a revista já era de livre
acesso e continuará dependendo de recursos públicos, então não se
justifica a adoção deste modelo. A simples adoção do referido modelo
não é uma iniciativa aderente ao Acesso Livre, pois, acaba tornando-se
uma restrição à disseminação da informação. É preciso conhecer o
contexto sob o qual o referido modelo foi criado. Ele foi criado por
editores comerciais. Portanto, a adoção do modelo “autor-paga” deve
ser precedida de uma análise mais profunda sobre todo o contexto da
revista, de sua vinculação institucional, e de seus interesses e
propósitos. Alem disso, obviamente, a tomada de decisão deve ser em
proveito da sua comunidade usuária e autoral.

Antes de concluir este post faço as seguintes considerações:

1. Até onde eu sei, as revistas científicas que adotaram o modelo
“autor-paga” são revistas científicas comerciais, à exceção das
revistas do PLoS (Public Library of Science”) que já adotam o referido
modelo às suas revistas desde o seu nascedouro, e no que me consta, é
uma organização independente criada por editores científicos e não
dependem de recursos públicos;

2. O Acesso livre veio para facilitar o acesso às pesquisas e não para
impedir o seu acesso ou a sua disseminação

3. O conhecimento gerado por pesquisas é um bem público e como tal
deveria ser de livre acesso.

4. Assim, não posso entender como uma revista que já é mantida com
recursos públicos e fornece Acesso Livre e, como tal, deveria servir
aos interesses da comunidade científica possa adotar o modelo de
negócio “autor-paga”, isto é como dar um tiro no próprio pé.

Deixo esta questão no ar para que os leitores deste blog possam emitir
a sua opinião e debater por intermédio dos comentários via este blog.

fonte: http://kuramoto.blog.br/2012/02/09/acesso-livre-pode-uma-revista-mantida-com-recursos-publicos-adotar-o-modelo-autor-paga/

sábado, 8 de outubro de 2011

Terceirizando cobaias

“Eticamente impossível.” Esse é o nome do relatório divulgado em 12 de setembro pela Comissão de Bioética da Presidência dos Estados Unidos sobre testes científicos conduzidos pelo governo do país que infectaram com sífilis e gonorreia 700 pessoas na Guatemala entre 1946 e 1948. Não foram apenas os abusos do passado que preocuparam os especialistas convocados por Barack Obama para investigar o caso. A comissão admite que é necessário mais transparência e melhor regulação para garantir os direitos de pessoas que participam dos testes de medicamentos. Especialmente os voluntários de países pobres, cada vez mais usados como cobaias por empresas das nações mais ricas. Leia matéria na integra

EUA pedem desculpas por espalhar gonorreia e sífilis na Guatemala

Experimentos médicos infectaram quase 700 pessoas com doenças sexualmente transmissíveis durante pesquisas há 60 anos

BBC Brasil | 01/10/2010 18:18Mudar o tamanho da letra:A+A-
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O governo dos Estados Unidos pediu oficialmente desculpas nesta sexta-feira por infectar quase 700 pessoas com gonorreia e sífilis na Guatemala durante experimentos médicos há cerca de 60 anos.

Em comunicado oficial, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e a secretária da Saúde, Kathleen Sebelius, classificaram de "antiética" e “inaceitável” a pesquisa conduzida entre 1946 e 1948, durante os governos do presidente guatemalteco Juan Bermejo e do americano Harry Truman.

Um programa americano infectou doentes mentais e prisioneiros do país, sem que eles dessem permissão, com os micróbios causadores das duas doenças sexualmente transmissíveis em estudos que os cientistas na época acreditavam que poderiam levar a uma vacina contra os males.

Clinton e Sebelius afirmam estar "indignadas de que tal investigação inaceitável tenha ocorrido sob o disfarce de (um serviço de) saúde pública". O comunicado também diz que o experimento "não representa os valores dos Estados Unidos" e anuncia uma investigação sobre o caso.

"No espírito do compromisso com a ética investigativa, estamos começando uma investigação minuciosa dos detalhes deste caso", diz o documento.

Diante das revelações, o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, acusou os Estados Unidos de crimes contra a humanidade.

Experimento

Provas da existência do programa foi revelada pela professora Susan Reverby, da Universidade de Wellesley, nos Estados Unidos. Segundo Susan, o estudo na Guatemala foi organizado pelo Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos. Ela afirma que o governo guatemalteco deu permissão para as pesquisas e que muitos dos pacientes estavam internados em instituições psiquiátricas.

Os médicos usaram inoculação direta ou prostitutas com sífilis e gonorreia para infectar os pacientes previamente tratados com penicilina, para tentar determinar se substância poderia prevenir a doença. Os pacientes recebiam depois tratamento, mas não está claro se todos eles foram curados ou não.

Durante o governo de Bill Clinton, a professora divulgou o resultado de uma pesquisa que fez sobre o experimento Tuskegee, no qual cientistas dos Estados Unidos observavam o progresso da sífilis em negros americanos sem tratar os pacientes, que não sabiam ter contraído a doença.

Clinton depois pediria desculpas pelo experimento.

fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/eua+pedem+desculpas+por+espalhar+gonorreia+e+sifilis+na+guatemala/n1237789234794.html

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Periódicos - Outubro









Food additives andcontaminants, v.28, n.1, jan. 2011.









Food additives andcontaminants, v.28, n.2, feb. 2011.









Food additives andcontaminants, v.28, n.3, mar. 2011.










Food additives andcontaminants, v.28, n.4, apr. 2011.












Food additives andcontaminants, v.28, n.5, may. 2011.











Food additives andcontaminants, v.28, n.8, aug. 2011.

Livros - Outubro









Rabies. Editores: Alan C. Jackson e William H. Wunner. 2. ed. Amsterdam: Academic Press, 2007. 660 p. ISBN 9780123693662. Inclui bibliografia e índice.










FLANAGAN, Robert J.; PERRET, David; WHELPTON, Robin. Electrochemical detection in HPLC: analysis of drugs and poisons. Cambridge: RSC Publishing, 2005. 230 p. il. (RSC Chromatography Monographs). ISBN 0854045325. Inclui bibliografia e índice.









LOPRIENO, Nicola. Alternative methodologies for the safety evaluation of chemical in the cosmetic industry. Boca Raton: CRC Pres, 1995. 261 p. tab. ISBN 0849385466.










Manual of clinical microbiology. Editor: James Versalovic ... [et al.]. 10. ed. Washington, DC: ASM Press, 2011. v. 1. il. ISBN 978555814632. Inclui bibliografia e índice









Manual of clinical microbiology. Editor: James Versalovic ... [et al.]. 10. ed. Washington, DC: ASM Press, 2011. v. 2. il. ISBN 9781555814632. Inclui bibliografia e índice.
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